sexta-feira, 17 de junho de 2011

A partir da data do resultado da seleção, começaria então a integração dos alunos escolhidos, 8 no total, e eram pessoas tão diferentes de ser e de pensar, cursos diversos e opiniões também, mas sempre com algo em comum...

Foram escolhidos: a Ângela do curso de História, a Letícia de Fisioterapia, a Karla de Psicologia, o Marcelo de Química, o Júnior de Biologia, a Julietti de Farmácia, a Denise de Direito e eu (Cynthia) de Jornalismo e também, descobrimos que iriamos com dois professores: a Márcia (Pedagoga) e Norberto (de Direito).

Como vamos realizar palestras sobre temas específicos, tivemos também Oficinas específicas para obter informações e sanar dúvidas. Tivemos uma Oficina sobre drogas e sexualidade, e uma Oficina (que eu chamaria de AULA) sobre Educação Popular.

A Heloísa, que é pedagoga, e já participou de vários projetos de voluntariado, nos transmitiu um pouco de seu conhecimento sobre Educação Popular, que é um meio de educar pela realidade de quem vai aprender, confuso, isso? Deixa que eu explico, Heloísa nos contou uma história (que eu já tinha ouvido, mas sem analisar), sobre Paulo Freire, um educador brasileiro, que conseguiu, em 1961, alfabetizar 300 cortadores de cana em apenas 45 dias, partindo da realidade deles, com palavras com as quais os canavieiros já estavam adaptados.

E o legal de se fazer parte de uma equipe com pessoas de áreas diversas é que nenhuma dúvida é capaz de nos parar, sempre tem alguém que entende de um assunto, e isso tornou a equipe unida, tão unida que nós descobrimos isso, numa dinâmica aplicada na Oficina de Educação Popular, dinâmica essa que mostrou os laços que estão se criando no grupo.

A dinâmica constituía-se em formarmos uma roda, e darmos as mãos para alguém que não fosse a pessoa que estivesse ao nosso lado, resultado, formamos um nó de mãos e braços, e então veio a parte mais difícil: desatar o nó sem soltar as mãos! Foi uma catástrofe,mas nem tanto, levamos um bom tempo tentando desatar aquele nó, mas percebemos que cada um de nós que estava ali, estava disposto a fazer o que precisasse para que o resultado (de soltar as mãos) fosse obtido. Era um que tinha que pular o outro, outro que tinha que ficar contorcido enquanto a gente achava que daquela forma íamos conseguir, ah, sim, ouviamos sempre uma "vozinha" : "Vai dar certo!, Vai dar certo!", era a Denise, que tentava nos deixar confiantes de que conseguiríamos, contorcionismos e planejamentos a parte, conseguimos desatar o bendito nó!

E depois num bate papo sobre as expectativas da dinâmica, criamos o slogan da nossa Equipe Rondonista, com a contribuição da Denise " Vai dar certo" e a contribuição da Karla " se não der a gente vorrta", e é vorta com dois "erres" mesmo, na linguagem Caipiracicaba.




"Projeto Rondon 2011- Vai dar certo, se não der a gente vorta!"



Parte da equipe confeccionando Fuxikô- Marcelo, Eu, Julietti, Angela, Karla e Denise.




Então no dia 6 de abril, recebi uma e-mail sobre a minha aprovação na 2º etapa do Projeto Rondon. Ainda havia muitos estudantes tentando a vaga, e de áreas diversas, Biologia, História, Pedagogia, Farmácia, Química, Fisioterapia, Psicologia, e alguns poucos na área de comunicação (assim como eu), enfim, na 2º etapa passamos por uma entrevista com os professores coordenadores do projeto, e também soubemos um pouco mais do que realmente é o Projeto Rondon. Soubemos, ali, que aquilo tudo que parecia algo "turístico" (viajar com tudo pago para um Estado diferente do nosso), não era turismo e sim uma lição de cidadania e doação tanto dos Rondonistas, quanto da população que iria recebe-los. No dia 12 de abril, houve então a seleção, onde apenas 23 alunos restaram, o encerramento do processo seletivo iria acontecer no dia 20 de abril, e então no dia 19, a abrir meu e-mail tive uma das melhores surpresas que poderia ter: Fui selecionada! O e-mail era padrão, e mais ou menos assim: "Prezado(a) aluno(a): Parabéns, você foi selecionado(a) para participar do Projeto Rondon - Operação Oiapoque/Julho de 2011, a ser realizado de 09 a 25 de julho. Abraços. Profs. Márcia, Francisco e Norberto" . (que seriam nossos professores orientadores) E mesmo sendo um e-mail padrão, eu ganhei meu dia ali: Iria pro Amapá, conhecer uma cultura diferente, mediar palestras e ajudar na organização de Oficinas, conhecer um povo diferente, que mesmo sendo do mesmo país tem um cultura rica e diferentíssima da nossa do Estado de São Paulo. A aventura começaria....







Este blog foi criado, para descrever as atividades desenvolvidas no Projeto Rondon 2011, da equipe da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) .
Antes de tudo, vou contar o que é o Projeto Rondon e como tudo começou: Me chamo Cynthia e estou no 7º semestre de Jornalismo, a três meses atrás recebi um e-mail sobre a realização de inscrições pro Projeto Rondon, que é coordenado pelo Ministério da Defesa, e permite que alunos universitários (assim como eu) na condição de voluntários e durante as férias acadêmicas (janeiro ou julho), atuem em ações sócio-educativas em municípios "carentes" do Brasil, regiões Norte, Nordeste entre outras.
Sendo assim me inscrevi, fui chamada ao processo seletivo, no dia 1º de abril, onde havia 53 alunos participantes, dos quais apenas 8 seriam escolhidos para a Operação Oiapoque que irá acontecer no Amapá entre os dias 9 á 25 de julho.
Na primeira etapa, os alunos tiveram que fazer uma redação sobre o porque de se inscreverem, e contando também qual contribuição poderiam dar na Operação. O resultado só sairia uma semana mais tarde, mas isso eu conto no próximo post...

Ah, segue abaixo uma Campanha publicitária do Projeto Rondon:

 
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